Câncer de Cabeça e Pescoço. Já ouviu falar?
Tarumã, 23 de outubro de 2015
O termo “câncer de cabeça e pescoço” é definido com base na anatomia topográfica para representar os tumores malignos do trato aero digestivo superior.
A fisioterapia vem se destacando no atendimento aos pacientes oncológicos, com a finalidade de preservar, desenvolver, restaurar a integridade cinética e funcional dos sistemas, como também prevenir alterações causadas pelo tratamento oncológico.
A cirurgia pode comprometer a funcionalidade do ombro devido à ressecção ou trauma do nervo acessório, com conseqüente desnervação do músculo trapézio, a paralisia deste músculo causa limitação articular com diminuição de movimento do ombro, alteração e/ou fraqueza muscular, dor, repercutindo em dificuldade para a realização das atividades de vida diária.
A fisioterapia para o tratamento do ombro tem como objetivos prevenir ou diminuir a dor no ombro, normalizar a amplitude de movimento do ombro e fortalecer os músculos estabilizadores da escápula a fim de compensar a perda da função do músculo trapézio, aquele atrás do pescoço.
Os recursos terapêuticos utilizados para o tratamento do ombro em pacientes com câncer de cabeça e pescoço incluem: exercícios ativos, e passivos de ombro; alongamento para prevenir encurtamento dos músculos da região acometida; fortalecimento dos músculos do ombro.
A cinesioterapia, as técnicas de terapia manuais e o TENS (Estimulação Elétrica Transcutânea) são utilizados como recursos fisioterapêuticos no alívio da dor. As técnicas de terapia manuais proporcionam o alívio da dor através da estimulação mecânica dos tecidos, por meio da aplicação rítmica de pressão e estiramento, reduzindo a tensão muscular e melhorando a circulação tecidual. Já o uso da eletroterapia, como o TENS, pode ser benéfico na dor oncológica diminuindo de maneira significativa a percepção da dor através.
Intervenção da Fonoaudiologia
O atendimento fonoaudiologico é dividido em três etapas: atendimento pré-cirurgico, pós-cirurgico e fonoterapia.
Na primeira etapa são realizadas orientações a respeito do quadro clínico; a segunda etapa visa o acompanhamento da evolução pós-operatória com visitas curtas e periódicas; já a terceira etapa inicia-se com a alta hospitalar, avaliando a estruturas ligadas a fala, voz, mastigação, deglutição, sucção, mobilidade, sensibilidade e tonicidade dos órgão fonoarticulatorios.
O tratamento baseia-se nas técnicas de tratamento das paralisias vocais em abdução com exercícios de esforço vocal e para melhorar a capacidade respiratória,e também a coordenação pneumofonoarticulatória.
Intervenção Nutricional
Esses pacientes têm um risco de desnutrição aumentado por várias razões, tais como: hábitos alimentares inadequados associados com consumo excessivo de álcool e tabaco freqüentemente observados entre estes pacientes. Além disso, a localização do tumor provoca dificuldade de deglutição, dor para engolir, dificuldade de abertura da boca e alterações do paladar, resultando em uma diminuição da ingestão alimentar. A evidente perda nutricional nestes pacientes reduz a tolerância ao tratamento.
Se apresentar dificuldade ou dor para engolir, a alimentação a deverá ser de consistência mais pastosa ou liquidificada, distribuída em 6 a 8 refeições ao dia e deve-se utilizar um suplemento nutricional oral caso as necessidades nutricionais diárias não sejam atingidas. Se não conseguir tolerar a alimentação via oral e apresentar perda de peso, ou após grandes cirurgias, é importante tentar outra via de alimentação através de uma sonda nasoenteral ou gastrostomia.
O tratamento de radioterapia na região de cabeça e pescoço pode causar alguns efeitos colaterais, que se não forem tratados podem levar à perda de peso e várias conseqüências nutricionais importantes.
Centro de Reabilitação "Alberto Benelli"Av. Flamboyants, 407– Vila das ÁrvoresHorário de atendimento: Das 07h50 às 12h00 e das 13h00 às 16h50Contato: (18) 3329 1278