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Saiba mais sobre a Paralisia Cerebral

Tarumã, 25 de maio de 2015

O Centro de Reabilitação “Alberto Benelli” esta mensalmente abordando importantes temas ligados a saúde. O assunto deste mês é Paralisia Cerebral.

Paralisia cerebral ou encefalopatia crônica não progressiva é uma lesão de uma ou mais partes do cérebro, provocada muitas vezes pela falta de oxigenação das células cerebrais. Acontece durante a gestação, no momento do parto ou após o nascimento, ainda no processo de amadurecimento do cérebro da criança.

Neste caso quais são os tratamentos fisioterápicos?

Promover experiências normais de desenvolvimento; reduzir o reforço ativo de padrões de movimento e posições anormais; diminuir deformidades músculo- esqueléticas congênitas e contraturas articulares adquiridas.

Normalizar o tônus; normalizar os movimentos, restabelecendo e estimulando as reações de endireitamento, reeducando os padrões centralizados dos movimentos (rotações) e reeducando os padrões recíprocos dos movimentos (coordenação e ritmo);

minimizar contraturas e deformidades; melhorar equilíbrio; melhorar marcha; melhora da capacidade respiratória e aeróbica; melhora da circulação periférica; melhora da função;
benefícios psicológicos.

A Fonoaudiologia também é uma grande aliada no processo terapêutico de crianças portadoras de Paralisia Cerebral, pois vai intervir nos aspectos da linguagem, fala, órgãos fonoarticulatorios e funções neurovegetativas (deglutição, sucção, mastigação  e respiração), bem como na facilitação postural, aspectos familiares e escolares, levando em conta a forma e o grau (leve, moderada ou severa, de acordo com o nível de locomoção da criança) de manifestação da paralisia cerebral.

Dentro do tratamento fonoaudiologico, cabe ao terapeuta orientar aos pais e/ou cuidadores sobre manuseio, postura, posicionamentos facilitadores, maneiras adequadas de higienizar e alimentar essas crianças, além das formas de brincar e estimular através das atividades de vida diária.

Paralisia Cerebral e a Conduta Nutricional

Estudos estimam que 19% a 99% das pessoas com paralisia cerebral apresentam dificuldades para se alimentar, principalmente pelas desordens relacionadas com dificuldade de mastigação e deglutição (disfagia).

Os transtornos de deglutição nesses pacientes podem causar desnutrição, desidratação ou aspiração traqueal. Outros fatores que interferem na alimentação comumente encontrada em pacientes com paralisia cerebral são: comprometimento da fase motora oral, engasgo, tosse, náusea, dificuldade de transporte do bolo alimentar e refluxo gastresofágico.

Neste sentido, as estratégias nutricionais para pessoas com paralisia cerebral buscam minimizar os fatores que prejudicam a alimentação, a fim de garantir o crescimento e desenvolvimento. De acordo com a diretriz de atenção à pessoa com paralisia cerebral, publicada pelo Ministério da Saúde, a dieta por via oral deve ser mantida nas crianças com funções motoras orais diagnosticadas como adequadas e que não apresentam risco de aspiração para as vias aéreas.

Para melhorar a eficiência da alimentação por via oral deve-se buscar a correção da postura da cabeça e consistência adequada dos alimentos. 

Para maiores informações ligue: 3373-4512.

Assessoria de Comunicação | PMT.