Saúde em dia | Diabetes: Entender e tratar
Tarumã, 24 de junho de 2015
Você já ouviu falar da Diabetes Mellitus?
Diabetes Mellitus(DM) é uma patologia caracterizada por um distúrbio do metabolismo intermediário, especialmente no que tange aos carboidratos, levando ao aumento dos níveis séricos de glicose, a complicações metabólicas agudas, potencialmente fatais, bem como a uma série de complicações crônicas multissistêmicas. O diabetes é classificado em tipo l, caracterizado pelo hipoinsulinismo absoluto, isto é, uma deficiência completa ou quase completa de insulina, devido à destruição das ilhotas de Langerhans pancreáticas por mecanismo auto-imune ou desconhecido. Esses pacientes dependem da reposição exógena de insulina para sua sobrevivência a curto prazo, sem isso evoluem para a cetoacidose diabética. O DM tipo ll é caracterizado pelo hipoinsulinismo relativo, isto é, a presença de insulina em níveis séricos significativos, às vezes elevados, porém, menores do que o necessário a um adequado controle metabólico. No que tange a etiopatogenia o DM tipo ll é completamente diferente do DM tipo l, isso porque o marco fisiopatológico da doença é a combinação de dois fatores: resistência periférica á insulina e disfunção das células beta- pancreáticas, que secretam quantidades de insulina suficientes para o adequado controle metabólico.
O DM não representa apenas uma síndrome metabólica isolada, ele vem associado a varias complicações que trazem para a vida do paciente uma má qualidade de vida, ou até mesmo uma incapacidade permanente.
O fisioterapeuta como profissional da saúde, deve investir em prevenção tanto primária, quanto secundária, para proporcionar melhor qualidade de vida ao diabético, evitando tantas complicações.
Atuação Fisioterapeutica
A nível primário, o fisioterapeuta pode auxiliar na prevenção da obesidade realizando trabalhos com grupos de risco, propondo uma reeducação alimentar, trabalhando em conjunto com nutricionistas, além de estimular a prática de exercícios físicos.
A nível secundário, o fisioterapeuta pode fazer um diagnóstico precoce da doença, observando os sinais clínicos desse paciente e encaminhando para outros profissionais, além disso, pode ser feito o diagnóstico fisiofuncional verificando o quanto de funcionalidade esse paciente já perdeu devido a sua doença e o quanto é possível recuperar para viver melhor. Nesse contexto de prevenção, o pé diabético merece uma atenção especial do fisioterapeuta, sendo um estado fisiopatológico caracterizado por lesões que surgem nos pés do diabético, geralmente em consequência de neuropatias, doença vascular periférica e deformidades. Essas lesões frequentemente ocorrem por traumas e levam a complicações, inclusive amputações, quando não há tratamento adequado. Alguns recursos fisioterapêuticos podem ser utilizados no paciente diabético a fim de evitar complicações como o pé diabético sendo eles: a cinesioterapia, melhorando a sensibilidade desse paciente, a força, o equilíbrio, a propriocepção, pois em muitos casos há uma disfunção vestibular e visual nesses pacientes.
Os pacientes com diabetes mellitus frequentemente apresentam sintomas como tontura, zumbidos,e hipoacusia”, então deve-se fazer exercícios aeróbicos contínuos e de baixo esforço, como nadar, pedalar, e caminhar, fazer exercícios com regularidade, fazer complementação alimentar para evitar hipoglicemia, variar o tipo de exercício para evitar sobrecarga, relacionar o tipo de atividade física ao local de aplicação de insulina.
A hidroterapia é um recurso fisioterapêutico que tem sido cada vez mais utilizado como um recurso auxiliar no tratamento do diabético, visto que a água possui efeitos físicos e fisiológicos que podem ser benéficos para o paciente, entretanto, antes de iniciar um tratamento aquático, é preciso ter um parecer médico quanto ao estado geral do paciente principalmente quanto a problemas no aparelho circulatório que é uma contra-indicação para o exercício aquático, causando instabilidade hemodinâmica.
A fisioterapia também pode atuar no ambiente de trabalho do paciente diabético. Essa intervenção é cada vez mais comum no mundo moderno visto que o enfoque que antes era dado apenas às questões ocupacionais, agora envolve problemas crônicos como o DM e a hipertensão arterial.
Atuação Fonoaudiológica
Os tecidos vasculares e nervosos tem papel predominante na função auditiva, qualquer doença que tenha capacidade de causar prejuízo as suas células tem potencial para afetar negativamente os vários órgãos auditivos. A ligação entre audição e diabetes parece provável de fato, se o suprimento sanguineo para a cóclea e/ou centros nervosos no trajeto auditivo, incluindo o cérebro, estão afetados.
As estimativas de prevalência de vida auditiva na população diabética variam de 9 a 47%. Estudo recente revelou que, em relação á incidência de perda auditiva nesses pacientes, também não há consenso na literatura, variando de zero a 93%. São essas discrepâncias que tem conduzido o desenvolvimento de várias pesquisas, na intenção de elucidar a associação referida e suas causas.
Orientação Nutricional – Diabetes
- Faça 5 a 6 refeições por dia em quantidades moderadas, sempre em horários regulares.
- Não “pule” as refeições, evitando assim o jejum prolongado (hipoglicemia) e o excesso de alimentação (hiperglicemia).
- Substitua o açúcar por adoçantes.
- Evite os alimentos que são ricos em açúcar: balas, bolos, leite condensado, sorvetes, geléias, doces em pastas, chocolates, mel, biscoitos recheados, pudins, refrigerantes, sucos de frutas industrializados.
- Uma dieta rica em fibras ajuda a controlar o nível de glicose do sangue: aumente o consumo de verduras e legumes, alimentos integrais: aveia, pão, arroz, farinhas e frutas.
- Prefira leite e iogurtes desnatados, queijos magros (ex: queijo branco), carnes brancas (aves sem pele e peixes).
- Dê preferência a preparações grelhadas, assadas ou cozidas.
- Óleo: usar o mínimo possível e sempre de origem vegetal (soja, milho, girassol, canola) não utilizar banha de porco, toucinho, bacon ou torresmo.
- Cuidado com o sal em excesso. Evitando alimentos enlatados, embutidos (mortadela, salsicha, lingüiça, salame, presunto, queijos gordurosos...).
- Consumir com moderação alimentos como: arroz, macarrão, batata, milho, pães, biscoitos, tortas, massas em geral.
Orientações adicionais:
- Controle seu peso corporal.
- Mantenha o nível de glicose o mais próximo possível do normal.
- Evite bebida alcoólica.
- Não fume.
- Realize atividade física regularmente, sob supervisão de profissional especializado.
- Mastigue bem, coma devagar.
- Atenção com produtos diet, pois alguns apesar de não terem açúcar são muito calóricos e possuem alto teor de gordura.
Diabetes – Cuidado com os pés
- Verifique seus pés todos os dias para ver se há bolhas, rachaduras, cortes ou pele seca entre os dedos ou na planta do pé e vermelhidão. Use um espelho ou peça ajuda para outra pessoa se você tiver dificuldade em ver seus pés. Comunique-se com seu profissional da saúde caso encontre qualquer lesão.
- Lave os pés todos os dias com sabão neutro e água morna. Sempre controle a temperatura da água para garantir se não esta muito quente. Enxugue bem os pés, inclusive entre os dedos.
- Use uma loção ou creme hidratante no dorso e planta dos pés, mas evite passar entre os dedos.
- Verifique sempre antes de calçar as meias e sapatos se não há nada dentro deles que possa eventualmente pressionar e machucar seus pés.
- Use sapatos confortáveis, que calcem bem e consequentemente não causem bolhas.
- As meias devem ser de algodão porque ajudam a manter seus pés secos e de preferência sem costura para evitar que machuquem a pele. O elástico das meias não deve comprimir a região do tornozelo. Devem ser de cor clara para facilitar a observação de possíveis sangramentos e devem ser trocadas diariamente.
- Se tiver calos ou verrugas, procure um especialista para tratá-los, mas jamais tente removê-los sem orientação médica. Os produtos indicados para esse fim podem lesar a pele e causar infecções.
Para maiores informações: 33734512.
Assessoria de Comunicação | PMT.