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Telemedicina reduz 45% das mortes por doenças crônicas não transmissíveis em Tarumã

Tarumã, 3 de dezembro de 2020

A cidade de Tarumã já está colhendo os frutos da Telemedicina em apenas um ano desde que o projeto foi implantado na cidade. O número de mortes em Tarumã, por conta de doenças crônicas não transmissíveis, caiu 45% em comparação ao mesmo período do ano passado. A Telemedicina, inclusive, foi destaque no Programa Parcerias Municipais do Governo do Estado de São Paulo como uma prática inspiradora para os demais municípios.

Segundo um estudo feito pela iSalut, empresa de tecnologia na área de saúde, que teve como objetivo mapear a queda dos registros de óbitos por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) atinge cerca de 57,4 milhões de brasileiros e, dentre as mais prevalentes neste cenário, estão a hipertensão, os problemas de coluna, o diabetes, a artrite, o reumatismo, a depressão e a asma, além é claro, dos problemas cardiovasculares.

O estudo, realizado entre os meses de janeiro e agosto de 2020, apontou que o número de óbitos em Tarumã decorrente de alguma DCNT caiu em 45% quando comparado com o mesmo período em 2019, quando o projeto ainda não havia sido implantado. Em número totais, as mortes caíram de 20 para 11, quando a população passou a ter acesso ao uso da telemedicina, que conecta os médicos locais a especialistas à distância.

De acordo com dados do DataSUS, do Governo Federal, as cidades do entorno de Tarumã, como Borá, Cândido Mota, Cruzália, Florínea, Lutécia, Maracaí, Palmital, Paraguaçu Paulista, Pedrinhas Paulista e Platina registraram, no mesmo período, um aumento de 18% de óbitos por DCNT, passando de 263 casos de janeiro a agosto de 2019, para 311 casos em 2020.

Desde a chegada da Telemedicina em Tarumã, todas as unidades de atenção básica, além do pronto-socorro, contam com um equipamento de eletrocardiograma. O exame é realizado no local, mesmo sem a presença de um cardiologista e transmitido a uma central, dotada de inteligência artificial, que faz a leitura do exame e encaminha para o especialista o exame e a sugestão diagnóstica. O que diminuiu consideravelmente o tempo de espera de diagnósticos, que antes poderia demorar até dias para se obter um resultado, pois qualquer suspeita de problema cardíaco era encaminhado até um pronto-socorro onde era feito o eletrocardiograma que tinha que ser enviado para Assis ou outras cidades para ser laudado, o que também aumentava o número de óbitos que podiam ser evitados.

Na nova realidade vivida pela população de Tarumã, o médico local recebe a avaliação do exame e a sugestão do diagnóstico de um cardiologista em tempo real e, caso tenha alteração, através da Telemedicina, o médico já recebe a orientação sobre a conduta a ser aplicada. Entre os dias 16 de agosto de 2019 e 8 de novembro de 2020, Tarumã realizou cerca de 3391 eletrocardiogramas com o uso da Telemedicina e, pelo menos, um caso por semana precisou de intervenção do especialista à distância, quando houve suspeita de IAM e arritmias cardíacas.

Os resultados alcançados com o uso da Telemedicina e inteligência artificial na cardiologia de Tarumã foram destaque na página oficial do Programa Parcerias Municipais, do Governo do Estado de São Paulo. O projeto foi listado como um case de sucesso a ser seguido por outros municípios que buscam oferecer uma melhor assistência médica à sua população e indicadores assistenciais.

Assessoria de Comunicação l PMT